O contraponto (em português) ao inglês da globalização - Ciberdúvidas da Língua Portuguesa
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O contraponto (em português) ao inglês da globalização
O contraponto (em português) ao inglês da globalização
Por Ciberdúvidas da Língua Portuguesa 701

A globalização é sobretudo feita em inglês (até agora, quis a História que fosse assim) e gera muitas vezes a crença segundo a qual a cultura hegemónica associada equivale a um modelo universal de pensamento e comunicação. O confronto com outras línguas, incluindo a portuguesa, mostra, porém, que existem princípios e formulações alternativas na interação linguística. Ao encontro deste tema, a rubrica O Nosso Idioma divulga uma crónica da autoria do escritor português Miguel Esteves Cardoso, acerca de um exemplo da fraseologia lusitana: «Não! Chama-lhe parvo/parva!» Não contestando a diversidade e a criatividade linguísticas, a linguista Margarita Correia leva ao Pelourinho um caso de desadequação semântica e referencial no discurso jornalístico, decorrente da pressa e do imperativo de escrever um título curto. Ainda na perspetiva da comunicação, comenta-se a frase «há muito tempo que não te via» numa nova resposta do consultório, onde outros tópicos têm igualmente discussão: a história do verbo querer, a aceitabilidade do neologismo espetacularizar, a formação da palavra carrega, o significado do substantivo escambau e o uso de maiúscula no pronome relativo «o qual».

 texto descritivo da imagemRecordamos que a Ciberescola da Língua Portuguesa e os Cibercursos têm materiais gratuitos para o ensino-aprendizagem do português (língua materna e língua não materna) e promovem cursos individuais para alunos estrangeiros (Portuguese as a Foreign Language). Mais informações no Facebook e na rubrica Ensino.