Agradecendo o apreço por estas páginas, informamos que não encontramos explicação clara.
Supomos que o uso de bruxa se deva a uma metáfora, mas não podemos confirmar, apesar de as ferramentas de Inteligência Artifical parecerem perentórias.
A verdade é que não, em fontes impressas e estáveis, não se acha nota etimológica que permita comprender como bruxa é denominação desta espécie.
Registe-se ainda que Scyllarus arctus tem, em Portugal, denominações adicionais, conformse pode confirmar numa das aceções associadas à entrada bruxa na Infopédia (sublinhado nosso):
«(Scyllarus arctus) crustáceo decápode marinho, da família dos Cilarídeos, encontrado no Atlântico e no Mediterrâneo, sobretudo em fundos rochosos ou lodosos até 50 metros de profundidade, tem corpo alongado que pode atingir cerca de 15 centímetros de comprimento e apresenta carapaça de coloração castanha ou avermelhada, sendo também conhecido por bruxinha, cigarra-do-mar, cavaco-anão, cavaquinho, ferreirinha, santiago, etc.»
Na mesma fonte, bruxa aplica-se também a outras espécies zoológicas: «nome vulgar de alguns peixes seláquios, da família dos Cilídeos (cação, gata, pata-roxa, pintarroxa, etc.)»; «nome vulgar de alguns peixes seláquios, da família dos Espinacídeos (arreganhada, lixa-de-pau, xara, etc.)».
O dicionário da Academia das Ciências, também associa a palavra bruxa às duas últimas famílias de peixes antes mencionadas.
Em suma, em Portugal, o Scyllarus arctus pode ter vários nomes populares, e bruxa, para lá do seu significado básico («feiticeira»), pode aplicar-se a várias espécies de animais.