Margarita Correia - Ciberdúvidas da Língua Portuguesa
Margarita Correia
Margarita Correia
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Margarita Correia, professora  auxiliar da Faculdade de Letras de Lisboa e investigadora do ILTEC-CELGA. Coordenadora do Portal da Língua Portuguesa. Entre outras obras, publicou Os Dicionários Portugueses (Lisboa, Caminho, 2009) e, em coautoria, Inovação Lexical em Português (Lisboa, Colibri, 2005) e Neologia do Português (São Paulo, 2010). Mais informação aqui. Presidente do Conselho Científico do Instituto Internacional da Língua Portuguesa (IILP) desde 10 de maio de 2018. Ver, ainda: Entrevista com Margarita Correia, na edição número 42 (agosto de 2022) da revista digital brasileira Caderno Seminal.

 
Textos publicados pela autora
Do assédio como problema social
O caso universitário em Lisboa

«Aquilo a que se pode chamar "prática de assédio" conjuga uma série de comportamentos (e.g. abuso, perseguição, insultos, difamação, destruição da confiança e do amor próprio, culpabilização da vítima, agressões físicas e sexuais, retaliações sobre a vítima e pessoas próximas) tão desprezíveis que o termo (do latim obsidiu –, pelo italiano assedio) chega a parecer demasiado frágil para tanta carga.»

Artigo de opinião que a linguista e professora universitária Margarita Correia assinou no Diário de Notícias de 6 de março de 2023, a propósito do encontro Assédio na ULisboa: conceitos, causas, intervenientes, realizado em 27 de fevereiro de 2023.

Será que burro velho não aprende línguas?
Sobre a aprendizagem de línguas e a plasticidade do cérebro

«A plasticidade do cérebro em desenvolvimento é muito grande (só assim se explica tudo o que uma criança aprende nos primeiros anos de vida) e vai diminuindo com a maturidade, embora não desapareça» – observa da linguista e professora universitária  portuguesa Margarita Correia, num apontamento sobre as diferenças etárias na aprendizagem de línguas e o conceito de neuroplasticidade. Texto transcrito com a devida vénia do Diário de Notícias de 27 fevereiro de 2023.

 

A Eslovénia, Portugal  <br>e suas políticas linguísticas respetivas
Diferenças... chocantes

«A navegação [no ChatGPT] levou-me a vários documentos definidores de políticas linguísticas (Finlândia, Noruega, Lituânia, Gales, Irlanda...), de leitura sempre estimulante», escreve a linguista Margarita Correia, em  artigo publicado no Dário de Notícias, de 13 de fevereiro de 2023, a propósito duma investigação levada a cabo no ChatGPT acerca de políticas de língua em diferentes países da Europa, nomeadamente na Eslovénia... em contraste, absoluto, com o que se passa em Portugal.

Das línguas e dos professores das mesmas
A competência plurilingue e pluricultural na sala de aula

«Quando há 42 anos comecei a dar aulas de Português e de Francês numa escola pública de Lisboa (ainda sem habilitação própria; nem formação específica para o ensino), não tinha muita consciência de que o Português que ensinava era a língua materna dos meus alunos e o Francês era uma língua estrangeira, embora esse conhecimento determinasse a qualidade do meu desempenho» – lembra a linguista e professora universitária portuguesa Margarita Correia no seu artigo semanal do Diário de Notícias, publicado em 6 de fevereiro de 2023, acerca da aquisição e aprendizagem de línguas e dos professores das mesmas e a sua formação.

Os curdos e a sua língua em estilhaços

«Devido à grande dispersão geográfica e a variadas e difíceis condições sociais e linguísticas, a inteligibilidade entre falantes dos vários dialetos de curdo (linguisticamente, condição sine qua non para se falar de dialetos e não de línguas diferentes) encontra-se fortemente comprometida» – observa a linguista e professora universitária portuguesa Margarita Correia, em artigo publicado no Diário de Notícias, em 30 de janeiro de 2023, acerca da língua curda, dos seus dialectos e das suas fragilidades.