Mafalda Antunes - Ciberdúvidas da Língua Portuguesa
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Mafalda Antunes
Mafalda Antunes
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Licenciada, com mestrado em Linguística pela Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa.

 
Textos publicados pela autora

Sim, a edição portuguesa do Dicionário Houaiss é uma edição que se encontra adaptada ao Português europeu; como tal, encontra-se enriquecida com variedades regionais provenientes de Portugal Continental, Açores, Madeira, Brasil, São Tomé e Príncipe, Guiné-Bissau, Cabo Verde, Angola, Moçambique, Macau e Timor. Entre outras coisas, este dicionário apresenta, ainda, exemplos de gramática e uso, registando vocábulos específicos das regiões onde se fala o português.

Cf. Sobre o dicionário Houaiss

Sim, partilho da sua opinião. A sugestão que deixei é apenas um modo de contornar as ambiguidades que podem surgir relativamente ao uso dos termos em causa, mas há que ter em conta que, como é óbvio, o termo quadrimestral só se aplica a acontecimentos que se dão de quatro em quatro meses, a ideia de três vezes por ano encontra-se implícita, mas há que ter em conta que não se pode generalizar para todos os casos esta aplicação do termo como, muito bem, o consulente observa.
Este é, de facto, um tema problemático, uma vez que parece não haver, tanto quanto eu conheço, uma denominação satisfatória para as realidades distintas que apresentou:
a) «acontecimento que ocorre três vezes por ano»;
b) «acontecimento que ocorre de três em três anos»;
c) «acontecimento que dura três anos».
Estes são três conceitos que são usados indistintamente como significados dos termos: trienal, trisanual e trianual (utilizado pelos falantes, mas não registado nos dicionários consultados). Os dicionários consultados são pouco precisos relativamente a estas denominações, pelo que deixo um inventário de alguns destes de modo a perceber esta assistematicidade:
Dicionário da Língua Portuguesa Contemporânea da Academia das Ciências de Lisboa:
trienal (adj. 2 gén.) – que tem, teve ou terá a duração de três anos; que dura um triénio (período de três anos), renovando-se ao fim desse espaço de tempo (sinónimo de trisanual); que é nomeado por três anos; que é conferido ou exercido por três anos; que se efectua de três em três anos; que tem validade por três anos; que dá fruto apenas de três em três anos; que só dá fruto três anos após a sementeira ou a planta...

Uma língua ágrafa é uma língua que não tem ou não admite escrita, isto é, não tem alfabeto e, por isso, nenhum documento escrito na sua língua. Por sua vez, uma língua gráfica é uma língua que possui forma escrita, isto é, as palavras dessa língua são representadas através de um sistema de escrita.

A função do narrador («entidade virtual, criada pelo autor, cujo papel é o de narrar a história») permite postular a existência de um destinatário do acto narrativo. Este destinatário é o narratário. Verifica-se, por vezes, uma certa dificuldade da parte do leitor em localizar textualmente o narratário, uma vez que este é, na maioria das vezes, uma entidade não identificada e dificilmente “visível” à superfície do texto narrativo.
De acordo com o Dicionário Breve de Termos Literários de Olegário Paz e António Moniz, narratário vem do termo “narrar” e significa «entidade, singular ou plural, a quem se dirige o relato». O “narratário” pode ser intradiegético, isto é, quando faz parte do texto, ou extradiegético quando não é mencionado.

O termo que designa artista plástico no feminino é artista plástica. Artista é um adjectivo de género masculino e feminino; por sua vez, plástico é também um adjectivo que concorda em género (masculino ou feminino) e número (singular ou plural) com o seu referente.