Isabel Lucas - Ciberdúvidas da Língua Portuguesa
Isabel Lucas
Isabel Lucas
280

Jornalista e escritora portuguesa.  Autora, entre  outros  livros,  de Vicente Jorge Silva, conversas com Isabel Lucas (Temas e Debates, 2013), Viagem ao Sonho Americano (Companhia das Letras, 2017) , Viagem ao País do Futuro (2021 CEPE e Companhia das Letras) e Viagens com Garrett (Contexto)

 
Textos publicados pelo autor
E o Brasil criou uma língua. Também é português
Uma vertigem feita de sons

«Até que ponto soube o Brasil tornar sua uma língua imposta?» pergunta*  a jornalista portuguesa Isabel Lucas. «A tentativa de resposta – adianta  – começa no Museu da Língua Portuguesa e passa por uma história feita de zangas e contaminações: do tupi aos quilombos, passando por um tratado pombalino e pela literatura enquanto construção de identidade também linguística. Que língua é a língua brasileira? É o português brasileiro.»

 

*in jornal Público, do dia 27 de agosto de 2022. Texto escrito segundo a norma ortográfica de 1945.

Paulina Chiziane: «No momento da guerra entre o preto e o branco, <br> onde é que fica o mulato?»
Escrever sobre a realidade de Moçamique

«No momento da extrema dor, no pensamento mais profundo, aquele que vem na madrugada, não é em português. É o bantu. Numa primeira fase, o português acaba sendo como uma língua de trabalho e não uma língua de afecto. Depois uma e outra misturam-se.»

Entrevista conduzida pela jornalista portuguesa Isabel  Lucas  a Paulina Chiziane, escritora moçambicana galardoada com o Prémio Camões 2021, que. entre outos temas, ,a fala da sua relação com a língua portuguesa e com a poesia de Camões, bem como sobre a sua experiência na abordagem temas sociais numa recriação literária em contexto bilingue, em permanente contacto com as línguas bantas de Moçambique. Texto transcrito com a devida vénia do suplemento Ípsilon do jornal Público, em 27 de maio de 2022. Texto escrito segundo a norma ortográfica de 1945.

«A ida da corte portuguesa para o Brasil <br> criou um sentimento de unidade»
Ministro Carlos França sobre o bicentenário da independência do Brasil

«[A] chancelaria do Brasil, o Itamaraty, é uma casa com 200 anos a pensar a soberania nacional, uma herança de 1808 que redundou na independência em 1822 por Pedro I. Era uma Independência, mas ao mesmo tempo havia ligação com D. João VI que continuava rei de Portugal. É uma história única.» Declarações, à jornalista Isabel Lucas*, do ministro brasileiro dos Assuntos Exteriores, Carlos França, a propósito da comemoração em 2022 do bicentenário da independência do Brasil e no contexto da visita deste diplomata a Portugal, onde também deixou o instrumento de ratificação do acordo de mobilidade na CPLP.

*Entrevista incluída no jornal Público  de 13/03/2022, a seguir transcrita na íntegra, com a devida vénia. Manteve-se a norma ortográfica de 1945, conforme o original.

Na imagem, A Chegada de Dom João VI à Bahia (1952), de Cândido Portinari (1901-1962).