F. V. Peixoto da Fonseca - Ciberdúvidas da Língua Portuguesa
Este é um serviço gracioso e sem fins comerciais, de esclarecimento, informação e debate sobre a língua portuguesa, o idioma oficial de Angola, Brasil, Cabo Verde, Guiné-Bissau, Moçambique, Portugal, São Tomé e Príncipe e Timor-Leste. Sem outros apoios senão a generosidade dos seus consulentes, ajude-nos a dar-lhe continuidade: Pela viabilização do Ciberdúvidas. Os nossos agradecimentos antecipados.
F. V. Peixoto da Fonseca
F. V. Peixoto da Fonseca
13K

Fernando Venâncio Peixoto da Fonseca (Lisboa, 1922 - Lisboa, 2010) Dicionarista, foi colaborador da Enciclopédia Portuguesa e Brasileira e da atualização do Dicionário de Morais, membro do Comité International Permanent des Linguistes e da Secção de História e Estudos Luso-Árabes da Sociedade de Geografia de Lisboa, sócio de Honra da Sociedade da Língua Portuguesa e da Academia Brasileira de Filologia. Antigo decano dos professores do Colégio Militar, era licenciado, com tese, em Filologia Românica, distinguido com a Ordre des Palmes Académiques. Autor de várias obras de referência sobre a língua portuguesa, entre as quais O Português entre as Línguas do Mundo, Noções de História da Língua Portuguesa, Glossário etimológico sobre o português arcaico, Cantigas de Escárnio e Maldizer dos Trovadores Galego-Portugueses, O Português Fundamental e O Ensino das Línguas pelos Métodos Audiovisuais e o Problema do Português Fundamental. Outros trabalhos: aqui.

 
Textos publicados pelo autor

O aramaico ou arameu é o grupo de línguas e dialectos muito aparentados entre os da família afro-asiática, ramo semítico. Forma junto com o cananeu o subgrupo ocidental nórdico. O nome é de origem hebraica.

Foi uma das línguas mais importantes da antiguidade. Espalhada em princípio na Síria, onde se estabeleceram antigas tribos de nómadas, os arameus tornaram-se funcionários e mercenários dos reis assírios e persas. O aramaico espalhou-se por todo o Próximo Oriente, ocupando o domínio acádico e eliminando o hebraico e o fenício. Cristo falava em aramaico.

O siríaco ou antigo sírio é utilizado hoje só como língua litúrgica dos maronitas católicos, dos católicos sírios, dos jacobitas sírios, dos nestorianos e outras igrejas. O nome vem do grego e continua o velho nome da Assíria. Foi a única língua literária cristã importada do Mediterrâneo até à Persia, depois do grego, a mais importante língua do Império Romano do Oriente.

N.E.: Segundo Stuart Creason ( "Aramaic", in The Ancient Languages of Syria-Palestine and Arabia, Cambridge, Cambridge University Press, págs. 109), o siríaco é um dialecto oriental do aramaico tardio (200-700 d. C.). O aramaico é um dos dois ramos do grupo do Noroeste da família das línguas semíticas; o outro ramo corresponde ao cananeu, que compreende línguas como o hebraico, o fenício e o moabita (idem, pág. 108). Quanto a neo-siríaco,  trata-se de termo sinónimo de aramaico no Dicionário Houaiss, embora não se encontre empregado nas fontes de descrição linguística consultadas.

Acho preferível usar acolher ou receber.

Eis a etimologia da palavra window.

Provém do inglês médio windoge, este do antigo escandinavo vindauga, formado a partir de vindr (wind subs.) + auga = olho.

Quanto a limiar, vem do latim līmĭnāre-, pertencente à soleira, segundo Meyer Lübxe (REW, 5050), no século XVI, de acordo com Morais. O étimo latino deu também, por via culta, liminar.

Rebelo Gonçalves, no seu inestimável Vocabulário da Língua Portuguesa, regista apenas bosniano. Quanto a macedónico, escreve que «é a forma correcta de designar a antiga língua da Macedónia; diga-se o macedónico e não macedónio.» Por outro lado, explica que macedónio, «como s. m., designa o indivíduo natural ou habitante da Macedónia». Na Jugoslávia havia diversas línguas, ao passo que em Portugal, Brasil, Angola, etc. existem variedades da língua portuguesa.

São coisas diferentes ou, pelo menos, não exactamente iguais.

Um inquérito sobre qualidade de vida parece ser mais vago, menos objectivo que um inquérito à qualidade de vida, pois este pressupõe que se trata de determinadas pessoas, portanto, menos geral.