Textos publicados pelo autor
Pronúncia de ideia, paranóico e asteróide no português europeu
Pergunta: É verdade que, no português europeu, a palavra ideia rima com aldeia e que nas palavras paranoico, asteroide, europeia não há ditongo aberto, como no Brasil?
Obrigada.Resposta: É verdade que ideia e europeia rimam com aldeia no português europeu, e o mesmo acontece com assembleia, epopeia,...
«Ter conhecimento de»
Pergunta: Gostaria de saber qual é a correta regência nominal do substantivo conhecimento? «Tenho conhecimento de preposição», ou «tenho conhecimento em preposição»; ou mesmo «conhecimento em informática», ou «conhecimento de informática»?
Muito obrigada!Resposta: A expressão em causa é «ter conhecimento». Quando se pretende indicar que o conhecimento é técnico, usa-se o plural:
(1) «Tenho conhecimentos de informática/música/inglês.»1
Se se pretende dizer que o conhecimento é relativo à existência de uma...
Ainda a origem e o significado de Linhares
Pergunta: Referente á carta de Pedro Linhares de Braga (28/01/2009) e que Carlos Rocha, coma sempre, respondeu e esclareceu brillantemente, quixera, de forma máis comprida, agregar un miúdo comentario. Así é ben seguro, logo, que os que levan o apelido Linhares (Liñares) terán que ver na súa orixe con algunha das moitas localidades que tanto en Portugal como en Galicia existen co citado nome tal como Carlos Rocha indicou coa súa perene lucidez. Mais tamén é ben certo que ese topónimo, por súa vez, lle...
A grafia de Cavalcanti
Pergunta: Qual é a melhor grafia: "Cavalcanti", ou "Cavalcante"? Salvo engano, há também "Cavalcantti".
Parece tratar-se de um apelido italiano, embora ocorra muito no Brasil e, se não estou em engano, também aí em Portugal. Talvez por isto já pudesse ser considerado sobrenome luso-brasileiro, como ocorre já com Pessanha, também de origem italiana.
Possivelmente era o sobrenome de uma família italiana, que passou a Portugal e daí ao Brasil. Em Pernambuco, estado brasileiro do Nordeste, desde há muito são bastante...
O sistema de transcrição Hepburn do japonês e a fonética portuguesa do Século XVI
Pergunta: O sistema de transcrição fonética Hepburn estará por alguma forma relacionado com a fonética portuguesa do século XVI através da transliteração organizada pelos monges jesuítas portugueses que viviam no Japão naquela época? Pergunto isto, porque a designação japonesa dada em caracteres latinos que eu conheço como “Dojotyo” (director ou responsável que preside um “dojô” = recinto de prática religiosa ou arte marcial), quanto eu sei, deve ser proferida “dô-jô-tchiô”, pois a consoante /t/ representada no grupo...
