Os -ismos do momento: expansionismo, intervencionismo e imperialismo, e ainda Gronelândia e gronelandeses
A recente investida do Estados Unidos na Venezuela, que levou à detenção do presidente Nicolás Maduro com base numa acusação de ser o cabecilha de um grupo de narcotráfico, está a trazer para a atualidade linguística do início de 2026 palavras como expansionismo, intervencionismo e imperialismo. Aproxima-as a presença do sufixo -ismo, que, desde o século XIX, tem sido usado para designar movimentos sociais, ideológicos, políticos, entre outros (recordemos os -ismos da vanguarda no início do século XX).
Neste caso particular, expansionismo e intervencionismo são nomes usados para descrever as ações da política de Donald Trump, acusado de procurar controlar áreas importantes, tanto do ponto de vista económico como geoestratégico, na América do Sul e no Atlântico Norte. Há quem considere a operação desencadeada na Venezuela como um primeiro passo do imperialismo de Trump, aludindo com esta classificação a uma «forma de política ou prática exercida por um Estado que visa à própria expansão, seja por meio da aquisição territorial, seja pela submissão económica, política e cultural de outros Estados» (Dicionário Houaiss).
Esta ação parece querer estender-se também à Gronelândia, território cuja anexação foi já referida por Trump em diversas ocasiões. Recordemos, a este propósito, que a forma Gronelândia é preferível, no português europeu (cf. , «Gronelândia + fecho de correr») a Groenlândia, forma que tem vitalidade no português do Brasil. Recordemos ainda que o gentílico a ser usado neste âmbito é gronelandês (registando-se no Brasil a forma groenlandês).
