DÚVIDAS

Politereftalato de etileno (2)

Desde já agradeço o esclarecimento anterior sobre o termo politereftalato de etileno. Por se tratar de um termo muito técnico, depois de obter a vossa resposta tentei consultar técnicos especializados nesta área e através de uma pessoa que já tenho contactado outras vezes sempre que os termos de química se afiguram mais complexos, foi então possível contactar um engenheiro especializado em polímeros. Segundo este especialista o PET deve mesmo escrever-se por extenso como poli(tereftalato de etileno). Ou seja, em virtude de o politereftalato existir e de o prefixo poli aí dizer respeito só ao tereftalato, houve a necessidade de se criar uma nomenclatura diferente quando um prefixo (neste caso poli) se refere a um monómero composto por mais do que uma palavra. Daí se dever escrever poli(+ monómero), forma consagrada entre os especialistas.

Por ter a vossa ajuda como preciosa, pensei então passar-vos esta informação.

Resposta

A grafia "poli(tereftalato de etileno)" não tem qualquer legitimidade do ponto de vista gramatical.

A preposição`de´ na nossa língua subentende-se também ligada ao elemento anterior antes de composto. Exemplo: superpai de família é equivalente a um `super-´ `pai de família´. Nem sempre as regras matemáticas são aplicáveis à língua. Consideramos aceitável a estrutura politereftalato de etileno, que pode ser interpretada de duas maneiras: é `poli-´ com o facto de ser etileno ou, entre os vários politereftalatos, consideramos o de etileno; ambiguidade que o contexto ou o conhecimento técnico desfaz.

De qualquer modo, muito obrigado pela informação, prezada consulente.

ISCTE-Instituto Universitário de Lisboa ISCTE-Instituto Universitário de LisboaISCTE-Instituto Universitário de Lisboa ISCTE-Instituto Universitário de Lisboa