DÚVIDAS

CIBERDÚVIDAS

Textos publicados pela autora

Consultório

Oração subordinante vs. frase

Pergunta: Gostaria que me esclarecessem quanto à terminologia a utilizar no que respeita à designação de frase subordinante ou oração subordinante. De fato, tenho reparado que há manuais que utilizam a designação de oração subordinante, enquanto outros designam de frase subordinante, que me parece ser mais correto.Por exemplo na frase: «O Pedro gostou da pera porque estava madura», estamos perante duas orações, a primeira oração subordinante, a segunda oração subordinada adverbial causal, introduzida pela conjunção...

Controvérsias

Tirania = sujeito

Na frase «Não se embarca tirania neste batel divinal», o termo tirania é o sujeito. Trata-se da realização da voz passiva em português com a partícula apassivante se. No Dicionário Terminológico, é referido o emprego da partícula se como «marcador de uma estratégia de passivização (valor passivo – ocorrendo exclusivamente na terceira pessoa)», sendo dado o seguinte exemplo: «Dizem-se coisas estranhas neste país.»...

Consultório

Qu – porquê?

Pergunta: Procurou-se, com o novo acordo ortográfico, promover o desaparecimento das letras supérfluas. Mas houve uma que escapou: o u a seguir ao q. Quando não pronunciado, este u não faz falta nenhuma. A minha dúvida é: porquê mantê-lo?Resposta: Antes de mais, algumas retificações:   1.ª – O Acordo Ortográfico não promove o desaparecimento de letras que não são pronunciadas. Exemplo disso é o caso do h, que se mantém, como se pode verificar pelos exemplos...

Consultório

Pedir + pronome

Pergunta: Gostaria que me ajudassem na substituição da expressão «para estar aqui» na seguinte frase, por um pronome. A frase é: «Pediste-me para estar aqui às 5 horas.»Estou um pouco confusa e não tenho bem a certeza de qual o pronome correto.Resposta: A expressão a substituir não será apenas «para estar aqui», mas «para estar aqui às 5 horas», pois é nisso que consiste o pedido. Assim, a resposta é «isso»: «Pediste-me isso.»...

Controvérsias

Parece-me + sujeito oracional

Embora haja autores que equacionam a possibilidade de o verbo parecer, em frases destas, seleccionar um complemento directo (e não um sujeito), como não são referidos argumentos que justifiquem a categorização do verbo parecer como transitivo directo, considero que, na frase «Parece-me que estou ouvindo S. Mateus.» (reduzi a frase original ao essencial), a oração «que estou ouvindo S. Mateus» desempenha a função sintáctica de sujeito do predicado «parece-me»....
ISCTE-Instituto Universitário de Lisboa ISCTE-Instituto Universitário de LisboaISCTE-Instituto Universitário de Lisboa ISCTE-Instituto Universitário de Lisboa