Textos publicados pelo autor
Impropriedade lexical
Pergunta: O que é um erro de impropriedade lexical? É o mesmo que um erro de sintaxe?Resposta: Uma «impropriedade lexical», ou «erro de propriedade lexical», consiste em usar uma palavra que não é adequada ao contexto; p. ex.: dizer «controlar a rotunda» em vez de «contornar a rotunda»; «rectificar o acordo», em lugar de «ratificar o acordo»; «ter a haver com», quando se quer dizer «ter que ver com»....
Ficar com predicativo do sujeito e complemento indirecto
Pergunta: Na frase «O azul fica bem às raparigas», o verbo ficar comporta-se como verbo copulativo, sendo «bem» predicativo do sujeito (nesse caso, «às raparigas» seria o complemento indirecto), ou verbo transitivo indirecto, sendo «bem» complemento circunstancial de modo, «às raparigas» complemento indirecto?
Obrigada.Resposta: No contexto em questão, o verbo ficar continua a ser um verbo copulativo ou de ligação, que selecciona um predicativo do sujeito – neste caso, «bem». O constituinte «às...
Contracções (preposição + pronome/determinante, pronome + pronome)
Pergunta: Remeto-vos uma lista de contrações de partículas ou elementos gramaticais.
Gostaria de saber se essas contrações e as suas correspondentes formas extensas equivalem-se em tudo, podendo ser usadas umas pelas outras indistintamente em qualquer caso, ou se há ocasiões em que se deve usar a contração e não a forma extensa e vice-versa. Há, porventura, regras para regular o emprego de ambas as construções?
Se a lista estiver incompleta, por favor, querei completá-la, mas apenas com contrações de palavras...
A origem do nome Ascenso
Pergunta: Gostaria de saber a origem do nome Ascenso.Resposta: O nome próprio Ascenso e a sua variante Ascênsio têm origem no latim ascensu-, «subido. elevado», fazendo alusão à Ascensão de Cristo (cf. José Pedro Machado, Dicionário Onomástico Etimológico da Língua Portuguesa). Como formas femininas, existem Ascensa e Ascênsia (idem)....
«Ao meu modo de julgar»
Pergunta: «Ao meu modo de julgar»: esta frase pode ser substituída por «a meu julgar»?Resposta: A pergunta que nos é feita parte de um pressuposto que não podemos confirmar: o de a construção «ao [possessivo] modo de julgar» (que não é uma frase) ser uma expressão fixa ou semifixa no português. É possível, mas não temos dados que o assegurem, nem dados que mostrem que a alternativa proposta também exista como expressão estável em português. O que encontramos é, por exemplo, no Dicionário Houaiss, o emprego de entender como sinónimo de...
