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Textos publicados pelo autor

Consultório

Sobre dessensibilização

Pergunta: Por favor, gostaria de saber se se pode chamar "dessensibilização" a uma redução de sensibilidade. Esta forma é usada no Brasil, mas não sei se correctamente. A palavra insensibilidade, neste caso, não se aplica, pois conduz à interpretação de anulação de sensibilidade. Procuro uma palavra que defina «redução de sensibilidade», e não a sua anulação. Muito obrigado.Resposta: Como diz o Dicionário Eletrônico Houaiss, dessensibilização é, em imunologia, «tratamento que visa...

Consultório

«A cargo de...»

Pergunta: Na frase «as custas ficarão (...) de fulano», devo utilizar a expressão «a cargo», ou «ao encargo»?Obrigado.Resposta: No contexto, a forma adequada é «as custas ficarão a cargo de fulano». A expressão «a cargo de» quer dizer «à responsabilidade de; por conta de». A expressão «assumir um encargo» tem significado parecido («arcar com a, uma despesa»), mas não se aplica a este contexto.[Fonte: Dicionário Prático de Locuções e Expressões Correntes, de Emanuel de Moura Correia e Persília de...

Consultório

Maldizente = maledicente

Pergunta: Fui confrontado recentemente com a palavra maldizente, o que me causou alguma estranheza. Para significar «pessoa que diz mal de algo/alguém», costumo empregar a palavra maledicente. Neste contexto, gostaria de saber se a primeira forma é também correcta e se este é mais um caso de evolução etimológica por diferentes vias, popular e erudita. Antecipadamente grato pela atenção dispensada.Resposta: O Dicionário da Língua Portuguesa 2010, da Porto Editora,...

Consultório

A «alegre trompa» do galo

Pergunta: Estou, no presente momento a ler uma das obras de Oscar Wilde, O Fantasma de Canterville (versão portuguesa da Lisboa Editora, 2007). Deparei-me com várias situações "estranhas" relacionadas com a tradução, mas, apesar de tudo, nada que impeça atingirmos a ideia geral.No entanto, encontro a seguinte frase: «(...) e erguendo as mãos mirradas bem acima da cabeça, jurou, de acordo com a pitoresca fraseologia da escola antiga, que, depois de o galo tocar duas vezes a sua alegre trompa, aconteceriam actos sangrentos...
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