DÚVIDAS

CIBERDÚVIDAS

Textos publicados pela autora

Consultório

Sempre como partícula modal

Pergunta: Qual é o deslocamento semântico da palavra sempre na frase «sempre és tu, Rui!»?Resposta: Sempre é, neste contexto, não um adverbial temporal, mas uma partícula modal. O valor que a palavra assume na frase não é a de referir que o intervalo de tempo da acção é ilimitado, como em «O Sol põe-se sempre a poente.»«O Zé veste sempre a camisola do avesso.» Antes tem a função (pragmática) de assinalar uma contra-expectativa do locutor ou de que o locutor faz eco, como em: «Sempre...

Consultório

Complemento circunstancial de modo, de companhia, de causa e de fim

Pergunta: Sou estudante do 9.º ano e gostaria de saber, no Dicionário Terminológico e na gramática de Lindley Cintra, qual a nomenclatura adoptada para o complemento circunstancial de modo, de companhia, de causa e de fim, uma vez que estou com dificuldades em encontrar.Resposta: Um nota prévia: A Nova Gramática do Português Contemporâneo, de Celso Cunha e Lindley Cintra (1984), não recorre ao termo «complemento circunstancial», mas sim a «adjunto adverbial» (p. 152). Os termos do Dicionário Terminológico não...

Consultório

O adjectivo "novo-cristã(o)"

Pergunta: Gostaria de saber se o adjetivo "novo-cristã(o)", não na aceção de neocristão, mas na de judeu convertido à força (cristão-novo) está correto. Eis o exemplo: «literatura sefardita e novo-cristã do séc. XVI.»Resposta: Não foi encontrada a forma "novo-cristão" ou "novo cristão" como equivalente de cristão-novo, nos corpora da Linguateca consultados, bem como na base de dados do Portal da Língua Portuguesa/ILTEC. Deste modo, é possível concluir que, enquanto variação de cristão-novo, a forma é inexistente....
ISCTE-Instituto Universitário de Lisboa ISCTE-Instituto Universitário de LisboaISCTE-Instituto Universitário de Lisboa ISCTE-Instituto Universitário de Lisboa