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Linguistas defendem inovação e diversidade do português

Margarita Correia e Violeta Magalhães entrevistadas pela agência Lusa

Especialistas em linguística defendem que a diversidade das variedades do português e a criação constante de neologismos são indicadores fundamentais da vitalidade da língua portuguesa no mundo atual.

Entrevistadas pela agência Lusa, as linguistas Margarita Correia (Faculdade de Leiras da Universidade de Lisboa) e Violeta Magalhães (Faculdade de Letras da Universidade do Porto) converegem quanto à visão da língua portuguesa como um sistema em permanente transformação, que se adapta às diferentes realidades culturais, sociais e tecnológicas dos seus falantes. A emergência de novas palavras e expressões é vista como um reflexo natural desse processo evolutivo, permitindo ao idioma responder às necessidades contemporâneas, sobretudo nas áreas da ciência, tecnologia e comunicação digital.

Acerca do tema de o português poder vir a ser uma língua de trabalho na Organização das Nações Unidas (ONU), Violeta Magalhães defende que essa proposta é uma forma de «tentar controlar a hegemonia de certas línguas, nomeadamente o inglês», e preservar a diversidade simbólica das instituições. Para Margarita Correia, trata-se de "projeto de uma campanha eleitoral”, que não terá seguimento, pois há interrogações quanto à capacidade de os países da CPLP para  suportar os custos de uma língua de trabalho na ONU.

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ISCTE-Instituto Universitário de Lisboa ISCTE-Instituto Universitário de LisboaISCTE-Instituto Universitário de Lisboa ISCTE-Instituto Universitário de Lisboa