Marisa Mendonça, diretora-executiva do IILP - Acordo Ortográfico - Ciberdúvidas da Língua Portuguesa
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Marisa Mendonça, diretora-executiva do IILP
Marisa Mendonça, diretora-executiva do IILP
«Acordo ortográfico não está em causa em nenhum país da CPLP»

Notícia da agência de notícias Lusa, de 26/05/2015, em despacho do seu correspondente Cidade da Praia (Cabo Verde), em que se alude, ainda, à introdução do português na Guiné Equatorial, assim como aos problemas de financiamento do organismo que, no âmbito da CPLP, tem estado a coordenar os trabalhos do Vocabulário Ortográfico Comum da Língua Portuguesa.

 

 

O Acordo ortográfico não está em causa em nenhum dos países lusófonos, garantiu hoje a diretora executiva do Instituto Internacional de Língua Portuguesa (IILP), lembrando que cada país tem ritmos e recursos diferentes.

«Em nenhum dos países está em causa o Acordo Ortográfico. O que é diferente é o processo, as estratégias e os tempos que se prevê para a implementação plena das novas regras», esclareceu Marisa Mendonça, que falava aos jornalistas, na Cidade da Praia, no âmbito da X Reunião Ordinária do Conselho Científico do IILP.

Segundo a diretora do IILP, em Portugal e no Brasil a implementação é «praticamente plena», apesar de ainda haver uma discussão que compete às autoridades desses países dirigirem.

Cabo Verde, lembrou, está no processo de implementação, em Moçambique o documento já passou no Conselho de Ministros e aguarda homologação pela Assembleia da República, enquanto em Angola está em fase de discussão.

«Os países têm ritmos diferentes, têm direito a ter ritmos diferentes, também porque têm recursos diferentes», considerou Marisa Mendonça, indicando que as comissões nacionais das línguas e o IILP estarão à frente do processo e apoiarão naquilo que for preciso, sem interferir nos assuntos nacionais dos Estados.

Em relação à reunião do Conselho Científico do IILP, a responsável referiu que estão a ser discutidos vários assuntos, como a nova visão para a Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP), a missão e vida do instituto e as suas realizações, como o plano de atividades e orçamento para 2016.

As comissões nacionais dos nove Estados-membros da CPLP estão ainda a preparar a para a Abertura que temos sobre isso] 3.ª Conferência Internacional sobre o português no Sistema Mundial, que deverá acontecer em maio do próximo ano em Timor-Leste, país que assume neste momento a presidência rotativa da CPLP.

A reunião do Conselho Científico do IILP conta, pela primeira vez, com um representante da Guiné Equatorial, que aderiu plenamente à CPLP em julho do ano passado, o embaixador residente em Lisboa.

«Isto torna a missão da Guiné Equatorial muito mais forte», salientou Marisa Mendonça, informando que quarta-feira o país vai fazer uma apresentação do relatório sobre o estágio de desenvolvimento das suas atividades e implementação da língua portuguesa no país.

Quanto ao financiamento do organismo, Marisa Mendonça disse que o IILP vive «num sufoco financeiro bastante grande», uma vez que os países nem sempre estão em condições de pagar as suas quotas a tempo.

Sem revelar os valores da dívida, a responsável disse que as reuniões dos conselhos científicos são momentos para criar novas sensibilizações aos representantes dos Estados da CPLP e que a situação se vai reverter «rapidamente».

A CPLP é composta por Angola, Brasil, Cabo Verde, Guiné-Bissau Guiné Equatorial, Moçambique, Portugal, São Tomé e Príncipe e Timor-Leste.

A Guiné-Bissau foi o único país ausente da reunião que termina na quarta-feira [27/05/2015].

Fonte

notícia da agência de notícias portuguesa Lusa