Luzia Wittmann - Ciberdúvidas da Língua Portuguesa
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Textos publicados pela autora

Ambos são aceitáveis, mas a forma "automatização" é preferível por ser um substantivo deverbal de "automatizar", enquanto "automação" é um aportuguesamento do termo inglês "automation".

Entre as línguas indígenas, a que teve maior influência no português do Brasil, sobretudo a nível lexical, foi o tupi-guarani (conhecido também por Língua Geral). Calcula-se em aproximadamente 10.000 o número de palavras provenientes do tupi-guarani. Alguns exemplos:

Topónimos: Tijuca, Guanabara, Ipanema, Pará, Pernambuco, Paraná, Ceará, Sergipe, Paraíba, etc.

Antropónimos: Iara, Jandaia, Jandira, Jurema, Juçara, etc.

Nomes relativos à fauna e à flora: capim, cupim, carnaúba, mandioca, jacarandá, abacaxi, caatinga, araponga, etc.

Nomes de utensílios, objectos, crenças, doenças e fenómenos da natureza: arapuca, urupema, mingau, curupira, iara, pororoca, etc.

Alguns adjectivos, considerados por alguns estudiosos como sufixos: mirim (pequeno), açu (grande), etc.

Pode também consultar o "Vocabulário Tupi-Guarani Português", de Francisco da Silveira Bueno, São Paulo, 1982 (impresso pela Editora Gráfica Nagy, Lda.)

Quanto à influência de línguas africanas, provém sobretudo do Quimbundo e do Ioruba (ou Nagô). São atribuídas a essa influência a perda do "s" do plural ("Meus boi") e a simplificação verbal ("Nós vai") na língua falada.

A nível lexical, a influência é importante, embora numericamente menor do que a influência da língua indígena. Alguns exemplos:

- moleque, banguê, quitanda, banzo, senzala (sanzala), marimba, xingar, etc.

- Na Bahia, há muitos pratos e nomes religiosos de origem africana: Orixá, Exu, abará, acarajé, moqueca, etc.

No Novo Dicionário Aurélio pode encontrar as definições e orig...

Para que se possa definir uma oração é necessário que a frase contenha sujeito e predicado. Estes são, portanto, os termos essenciais da oração. Poderá encontrar uma explanação mais pormenorizada em qualquer gramática da língua portuguesa.

Recomendo a «Nova Gramática do Português Contemporâneo» de Celso Cunha e Lindley Cintra. Poderá também consultar gramáticas escolares como a «Gramática - Teoria e Exercícios», de João Domingues Maia, editada pela Editora Ática S.A.

Num uso mais culto da língua seria preferível usar o verbo no futuro do presente: "Depois falarei consigo". No entanto, está correcto utilizar o presente do indicativo para indicar um facto futuro, mas próximo. (Veja Celso Cunha e Lindley Cintra, «Nova Gramática do Português Contemporâneo», Edições João Sá da Costa, Lisboa, 1987: "Emprego dos Tempos do Indicativo", página 448.).

"Pela noite dentro" e "pela noite fora" são expressões idiomáticas, ou seja, formas cristalizadas com vários vocábulos, com um único sentido. As palavras "fora" e "dentro", inseridas nessas expressões, adquirem um valor semântico diferenciado e não devem ser analisadas de forma independente.

Assim, as duas expressões "pela noite dentro" e "pela noite fora" são sinónimas, mas não os itens lexicais "dentro" e "fora".